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Há cada vez mais vinhos produzidos através das novas tecnologias

Atualizado: Fev 27

Os produtores de vinho do mundo inteiro estão combinando as tradições milenares de produção de vinho com abordagens e ideias inovadoras para satisfazer a procura do consumidor de produtos de alta qualidade e um estilo de vida sustentável e saudável.




Se antigamente o vinho era produzido em vasilhas de barro e de madeira, as necessidades do consumidor e a industrialização do processo de produção levaram a que surgissem novas formas de armazenamento e fermentação. As cubas em cimento vieram dar resposta a essas necessidades, mas os avanços tecnológicos fizeram com que fossem substituídas por reservatórios em aço inox, que tem mais durabilidade e garantem maior higiene.


Quer em termos de fermentação, quer de armazenamento, esta indústria procura soluções que passem por materiais de fácil limpeza e manutenção, e por sistemas que impliquem menos mão-de-obra, mas que conduzam à obtenção de vinhos de qualidade. São esse tipo de soluções que a empresa torriense disponibiliza, através de uma vasta gama produtos e máquinas vinícolas em aço inox.


No processo de produção de vinho a inovação tem vindo a aliar-se à tradição, há cada vez mais vinhos produzidos através das novas tecnologias, mas com o amadurecimento e envelhecimento são realizados em barris em carvalho francês.


“tudo o que é tradicional é bom e está a regressar. Há, por isso, muitos produtores que compram reservatórios aço inox para fazer a fermentação e o armazenamento, mas depois para envelhecimento utilizam barricas de madeira”.

As adegas que no início tinham estruturas básicas, muitas delas sem recurso ou qualquer tecnologia, têm atualmente padrões de exigência que leva


m a que empresas como esta ofereçam um serviço completo de estudo, projeto e assistência técnica para realização de adegas parciais ou completas. Neste caso primeiro é necessário fazer a “visita ao cliente, depois o técnico vai ao local fazer o levantamento do projeto para o desenvolvimento do desenho e, por fim, realiza-se a construção da máquina em si e a sua aplicação no local.


Quando a época das vindimas se aproximam os dias são atarefados. Nesta altura dão-se os retoques finais num tegão em aço inox que vai ser aplicado numa adega da região. Os tegões são um dos produtos que evoluiu com o aparecimento do aço inox, utilizados para fazer a recessão das uvas, eram feitos em cimento mas têm vindo a modernizar-se facilitando o processo de recessão de grandes volumes de uva.


Depois de serem colhidas, as uvas – tintas ou brancas – são transportadas até à adega, no menor espaço de tempo possível (para que não comecem a fermentar sem o controlo do enólogo, sobretudo no caso de vindima mecânica). Lá são então descarregadas, geralmente para um “recipiente gigante” que se chama tegão de recepção. Este tegão de recepção pode conduzir as uvas ao desengaçador/esmagador através de um parafuso sem-fim ou por vibração.





A evolução tecnológica é tão rápida que já é possível controlar partes do processo de produção de vinho à distância. Hoje em dia a evolução das máquinas aumentou muito, consegue-se ter já um grande rigor nessa matéria. As electrobombas, por exemplo, também são uma inovação, possibilitam a utilização do comando à distância para poder ligar e desligar o equipamento.


Se a introdução da tecnologia e a utilização do aço inox na produção de vinho permitem obter um maior controle sobre as diversas etapas do processo e simultaneamente torna-lo mais “higiênico” e rápido, a verdade é que também exige um maior acompanhamento da produção de vinho, pela manutenção que as máquinas requerem.


Antigamente a vindima era toda feita à mão, o aumento da área de vinha, a escassez de mão de obra e os elevados custos de produção levaram a maior parte dos produtores a optar por recorrer a máquinas.


Economicamente mais rentáveis e muito mais rápidas, as máquinas de vindimar vieram dar resposta às necessidades dos grandes produtores. Dotadas de uma tecnologia de sucção, permitem fazer a seleção das uvas com a consistência correta, garantindo assim a qualidade do produto final.


A evolução tecnológica a este nível trouxe muitas vantagens e acima de tudo reduziu o tempo de vindima. A rentabilidade deste método é um das principais razões que leva muitos produtores a preferir a vindima mecânica.


Uma máquina normalmente apanha um hectare de vinha em uma hora e meia, para apanhar essa mesma área são precisas cerca de 25 pessoas a trabalhar durante oito horas.


Se por um lado a mecanização conquista cada vez mais produtores, por outro, há quem faça prevalecer os métodos tradicionais. E quando a intenção é produzir um vinho de excelência, até as empresas que preferem a vindima mecânica optam pela apanha à mão. Os vinhos de topo e vinhos de reserva são todos vindimados à mão para que haja uma seleção das uvas. O grande obstáculo à vindima manual está nos custos que acarreta e na falta de mão de obra.




Apesar das máquinas de vindimar serem cada vez mais evoluídas e precisas na colheita das uvas, continua a ter quem não substitua uma mão experiente por uma máquina. Na altura das vindimas, cabe, por isso, a cada produtor decidir qual é o método que melhor se adapta às suas vinhas, pensando sempre no perfil dos vinhos que pretende produzir.

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